De 2 milhões a 400 mil km²


Por Renata(3º EM)

O Cerrado brasileiro é o segundo maior bioma brasileiro. Situava-se nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Distrito Federal e oeste de São Paulo e Paraná (2.036.448 km²). Devido ao fato de ser cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul ( Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata), apresenta índices pluviométricos que possibilitam a existência de sua biodiversidade (estima-se 1500 espécies de animais e 10000 espécies de vegetais, sendo 45%, endêmicas, ou seja, originárias da região).
Possui solo do tipo savana, quer dizer, com vegetação arbórea esparsa, formada por pequenas árvores e arbustos, muitos deles com a casca espessa – deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio. No período das chuvas, o solo é relativamente rico em gramíneas, que desaparecem na época das secas. Geralmente, suas árvores apresentam o tronco retorcido dentre as mais comuns, estão: ipê (Tabeluia sp), peroba-do-campo (Aspidosperma tomentosum) e caviúna (Dalbergia sp).
Seus ecossistemas são:
● Cerradão: representa a formação florestal do bioma, com vegetação exuberante, composta de árvores de alto porte e matas fechadas.
Floresta de Galeria: constitui uma vegetação ripícola ou de ribeirinha, predominando nas margens de rios e mananciais, protegendo o curso das águas.
● Cerrado Típico: constitui árvores de baixo porte e tortuosas e mal dispersas sobre gramíneas.
● Campo Sujo: constitui solo rochoso, sua vegetação é semelhante a do Cerrado típico.
● Mata Seca: constitui vegetação semelhante à do Cerradão.
● Cerrado Rupestre: caracteriza-se pelo predomínio de ervas e arbustos em ambientes rochosos.
● Parque Cerrado: área mista com planícies, elevações e árvores de baixo porte.
OBS: devido às queimadas, o Campo rupestre, que antes de 1960 constituía um campo, tornou-se um ecossistema em transição.

Apresenta aparência xeromórfica (aspecto seco), devido ao clima  Tropical Sazonal. A temperatura média anual é de 25ºC (sendo a mínima de 10ºC, podendo atingir 40ºC na primavera) e índices pluviométricos anuais entre 1000 mm e 2000mm.

Atualmente, restam cerca de 20% do Cerrado brasileiro distribuídos em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo e Paraná, devido ao fato de ser o bioma que mais sofreu com a alteração e ocupação humana (estima-se que 20 milhões de pessoas vivam na região).

Os fatores contribuintes para a extinção de parte desse território são a caça predatória, comércio ilegal de animais, intensiva atividade garimpeira e mineradora, abertura de estradas e desmatamento com fins econômicos voltados para pecuária e agricultura.

A presença humana na região data de cerca de doze mil anos, em que grupos de caçadores e coletores de alimentos exploram a região intensamente. Há cerca de quarenta anos, a área começou a ser fortemente povoada. Essa devastação também constitui o desenvolvimento de uma agricultura mecanizada de soja, milho e algodão, além de pecuária extensiva e monoculturas. Houve contaminação dos rios por mercúrio, devido à atividade garimpeira, além da erosão dos solos por conta da mineração.

A alteração dos habitats provocou também a ameaça de extinção de algumas espécies como a onça-pintada ( Panthera onça), tucano ( Ramphastos toco) e piau (Leporinus sp), comuns no Cerrado.

A constituição federal de 1988 não legalizou a Cerrado como “patrimônio nacional”. Por não apresentar o aspecto exuberante da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica, ele foi sistematicamente condenado ao desaparecimento, pois não despertava atenção para o desenvolvimento econômico nem mesmo como um bioma digno de preocupações conservacionistas.

Apesar de ocupar 22% do território nacional, apenas 2% de sua área está protegida em parques ou reservas, enquanto que a Amazônia apresenta 4% de sua área protegida. Infelizmente, o interesse dos ambientalistas só foi despertado quando o quadro tornou-se alarmante: São Paulo já abrigou 10% do território do Cerrado, hoje abriga apenas 1%. Recentemente, ações por parte de legisladores visam amenizar os erros do passado com relação ao bioma. Como se isso fosse possível.

Bibliografia:

www.ibge.gov.br/home/…/noticia_visualiza.php?id_noticia..

http://amdro2003.blogspot.com/2010/01/desmatamento-situacao-atual-do-cerrado.html

http://www.portalbrasil.net/cerrado.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrado

www.portalbrasil.net/cerrado_faunaeflora.htm

www.conservation.org.br/publicacoes/files/20_Klink_Machado.pdf

Amabis, José Mariano e Martho Gilberto, Fundamentos da Biologia Moderna: volume único/4. ed – São Paulo: Moderna, 2006

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